A Biotecnologia Industrial, Petróleo e Fungos em Biorremediação de Derrames e Recuperação de Campos Maduros tem por objetivo disseminar os estudos que estão sendo realizados em microbiologia com petróleo, fungos e mamona e apresentar processos e produtos com aplicação em biotecnologia industrial.
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sexta-feira, 15 de dezembro de 2023
terça-feira, 12 de dezembro de 2023
CONSTRUÇÃO DE PROTÓTIPO PARA BIORREMEDIAÇÃO COM CONSÓRCIO MICROBIANO E PRODUÇÃO DE BIOATIVOS CRISTALIZADOS
Odete
Gonçalves¹(Dsc), Paulo Fernando de Almeida²(PQ), Cristina M. Quintella³(PQ)
1,2PRH49 ANP/MCTI – Departamento de
Ciências da Biointeração, Instituto de Ciências da Saúde, Universidade Federal
da Bahia. 3Departamento de Físico/Química, Instituto de Química,
Universidade Federal da Bahia, 40170-290,
Salvador, BA
RESUMO
Este
trabalho é um processo biotecnológico de remediação de áreas impactadas com
petróleo por consórcio microbiano com produção de bioativos. Utiliza
co-produtos da indústria de biocombustível e fungos. Esses compostos nutrem as
células fúngicas, permitem seu crescimento e geração de bioativos. Foi construído
um protótipo “Estação de Tratamento” de “fram” metálico 1,50 m de alt., 1,20 m
de comp. e larg.; com tanques internos 1 espalhamento e fosso; 2 reservatório;
3 captura de biopolimero; 4 solução aquosa. Fez-se a semeadura do consórcio
para repique em 10 placas de Petri. Observou-se após 3 meses a sintetização de
bioativos cristalizados. Registrou-se em
fotos microscópicas 3D, investigou-se em XRF, para elementos inorgânicos; e
FT-IR para interações e reações orgânicas oxidativas, redutivas e hidrolíticas.
No momento, realizam-se os testes de purificação dos bioativos com investigação
de atividade antimicrobiana e padronização da sua produção para aplicação
industrial.
Palavras Chave:Protótipo, Fungos, Bioativos
HIGHLIGHTS
·
Construção
do protótipo “Estação de Tratamento”
·
Biorremediação de áreas
impactadas por petróleo
·
Bioativos com atividades para
remediação
·
Bioativos microbiaos com
atividade antimicrobiana
PRODUTOS BIOATIVOS E CRISTAIS RESIDUAIS
RESUMO
O presente trabalho tem como objetivo produzir e
caracterizar os produtos biopolímeros bioativos e cristais residuais, advindos
do processo de biorremediação de manguezais contaminados por petróleo e de resíduo
de ferro do derrame da mineradora de Mariana, utilizando um consórcio
microbiano, combinação dos coprodutos de biocombustível, glicerina bruta, torta
de mamona e petróleo para bioestimulação dos fungos Aspergillus spp. e Penicillium
spp. A metodologia utilizada foi adaptada de depósito de patente de
biorremediação de sedimentos contaminados de petróleo da bacia sedimentar do
Recôncavo Baiano. Para a realização dos bioprocessos inicialmente foi utilizado
um biorreator aquário, entretanto para maior escala, foi desenvolvido e
instalado um protótipo, estação de tratamento, conforme pedido de patente. Os
processos de biorremediação desenvolveram-se por um período de 4 meses, sendo
que com 20 dias obteve-se a produção de bioativos biopolímeros e com 90 dias obteve-se cristais
residuais. Ambos os bioprodutos foram caracterizados por análises para
orgânicos e inorganicos por granulometria, fluorescência e microscopia
eletrônica de varredura, infravermelho, micrografia de luz polarizada e
microscopia eletrônica. Além disso, foram feitos ensaios para avaliar o teor de
proteína pelo método de Bradford em UV-Vis, absorvência de 595 nm, a atividade
antimicrobiana pelo método de PCA com Escherichia coli, bem como ensaios
de ecotoxicidade com a microalga Pseudokirchneriella subcapitata para todos os bioativos.
Os fungos envolvidos pertenciam aos gêneros Aspergillus
spp. e Penicillium spp., nenhum produtor de micotoxinas. Os perfis
espectrofotométricos por fluorescência
molecular foram compatíveis com proteína seja para o
biopolímero como para o cristal residual manguezal. O mesmo acontece em infravermelho apresentando a
banda da amida I e II, com modo vibracional centrado em 1637 cm–1,
atribuída à presença de colágeno. Para o cristal residual manguezal em
microscopia de luz polarizada obteve birrefringência de proteína com indicação
de estrutura molecular bem organizada; por microscopia eletrônica de
varredura/EDS predominam os elementos Wt% 86,73 de Carbono, Wt% 8,4 de Oxigênio
e Wt% 1,82 de Enxofre entre outros. Para sedimento Mariana (SEMA) em MEV/EDS
obteve-se uma diminuição significativa dos minerais resíduos de mineração antes
Wt% 34,00 de Ferro para o depois da biorremediação Wt% 14,85 no sedimento e Wt%
0,00 no cristal residual atribuindo-se a transformações biogeoquímicas e
formação de compostos orgânicos com predominância das partículas de carbono
polimerizadas em Dióxido de Silício (SiO²). Pelo método Bradford em UV-Vis foi
compatível com proteína, revelou as concentrações de 84 mg/L para manguezal e
159 mg/L para sedimento Mariana. Ambos os cristais residuais, apresentaram atividade antimicrobiana
contra a bactéria Escherichia
coli.
A redução da toxicidade dos processos de biorremediação variou de 51% sedimento
Mariana a 74% manguezal. Com os biopolímeros bioativos atribuídos a proteina,
antimicrobiano e colágeno espera-se direcionar sua aplicação para a área de
cosméticos e fármacos. Além disso, estima-se a aplicação dos cristais residuais
e biopolímeros SEMA na composição de novos materiais e produção industrial de
nanocompósitos híbridos da indústria automotiva.
Palavras-chave:
Petróleo. Consórcio microbiano.
Biopolímeros. Proteína. Ecotoxicidade. Nanopartículas
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